A farda e o jovem negro. –Por Ilma Viana.

Ilma Viana
Círculo Palmarino/ES
correio eletrônico:negraxica@yahoo.com.br

 
“Há soldados armados ou não/ Quase todos perdidos de armas na mão/ Nos quartéis lhes ensinam antigas lições/ De morrer pela pátria e viver sem razão.“ (Geraldo Vandré)
 
Hitler é fichinha diante das policia brasileira que extermina,assassina e nos envergonha diante  da humanidade:são despreparados racistas. Antigamente tínhamos medo dos bandidos e corríamos para proteção da policia,nossos jovens sonhavam em fazer carreiras em instituições  militares, as famílias tinham de orgulho ao ver seus filhos servindo o povo e a pátria…E agora temos medo de quem? A quem esta policia serve? Como acreditar em um Exército que entrega nossos jovens para os chacais que perderam o coração e alma e estão sedentos de sangue e da falta de humanidade? Que direito eles tem de roubar as vidas de nossos jovens e,conseqüentemente, a de um país o que,ao nosso ver,simplesmente signfica extermínio de futuro brilhante.
 
Um único caso seria suficiente para manchar a instituição policial (seja civil,militar ou federal) e o Exército. Para o senso comum são (ou deveriam ser) vistas como aparatos de segurança,equipes elaboradas para proteger,não ameaçar,os cidadãos.
 
Mas o mesmo senso comum sabe que não é exatamente isso que acontece.
 
Os quartéis ensinam uma velha canção morrer pela pátria e viver sem coração. Os quartéis estão repletos de agentes despreparados e que muitas vezes se confundem com os criminosos que deveriam combater.
 
São marcas que dificilmente serão apagadas sem trabalho árduo das próprias instituições e mais punições sem fóruns privilegiados.
 
Os motivos dos nossos medos,são de muita gente por aí,é mais que justificado,principalmente se estas pessoas são de origem afro brasileira,jovem e do sexo masculino.
 
É difícil encontra justificativas em um militar que foi treinado para protegem a todo custo a população mas optar pela barbárie. Devemos questionar que tipo de  educação é essa que nossos jovens receber na academias militares.
 
Os jovens das periferias de RJ são só mais uns nas estatísticas:há anos os movimentos sociais e negros vem denunciando a violência gratuita da polícia em relação a população pobre e negra.
 
Na verdade esses crimes são crimes institucionais onde o Estado  incentiva os seu subordinados a exterminar uma parcela da população quando não pune seus crimes.
 
É fato que muita gente morre de medo de uma farda:a polícia de hoje é o capitão mato de ontem.
 
Nós mulheres, mães e negras do Circulo Palmarino,queremos  providencias urgente dos governantes municipais,estaduais e nacionais e conclamamos a Anistia Internacional a acompanhar juridicamente o julgamento dos envolvidos e considerassem este ato como crime contra a humanidade.

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