Lei ainda não saiu do papel.
Por Luiz Araújo Professor, mestre em políticas públicas em educação pela UnB, ex-secretário de educação de Belém (1997-2002), ex-presidente do INEP (2003-2004) e ex-assessor de financiamento educacional da UNDIME Nacional.
No dia de ontem (27.10) a Agência Folha repercutiu a informação de que a maioria das escolas brasileiras não inseriram em sua grade curricular o ensino da história e da cultura afro-brasileira, como determina a Lei nº 10.639, de janeiro de 2003. A legislação prevê a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira" e coloca como conteúdo o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade.
"Não houve um planejamento. Só algumas escolas públicas, em razão de professores interessados, adotaram a lei. As particulares nem sequer discutiram a temática", diz Leonor Araújo, coordenadora- geral de Diversidade e Inclusão do MEC, ouvida pela Folha. Segundo ela, o estabelecimento da lei deixará de ser uma iniciativa individual para se tornar institucional. O MEC não sabe quantas escolas já cumprem, de fato, a lei. E mais, a mesma coordenadora afirma que houve investimento em formação, mas o resultado não foi o esperado.
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